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Romance escrito em tempo real

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Estações do Homem, Estações de Deus


A primavera do homem acontece quando a alma floresce e escapando em frestas ilumina-lhe os olhos, janelas naturais.

Eis que, de repente ela surge após um longo outono ou infindável e cinzento inverno e toma conta do homem que também floresce em sentimentos, matizes, se transmuta em luz,fonte, terra fértil que engrandece o barro do qual foi feito.

A primavera de Deus é o homem que exala a essência humana que lhe foi confiada no primeiro sopro de vida, o homem que n'Ele estreita os seus caminhos e laços e se abandona por inteiro em suas generosas mãos.

Stella Tavares

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sonho de consumo

De tudo que vivi restou-me uma porta de emergência, com sua cor exuberante, através da qual me locomovo, se necessário.

Quem tem uma porta de emergência tem o mundo aos seus pés. É o sonho de consumo de pessoas que, como eu, se enrolam com o cordão da própria vida, vivem sem traçados, linhas divisórias, desconhecem meridianos e paralelos.

Ambidestros repletos de híbridas emoções.

sábado, 25 de junho de 2011

Sem toque de Midas


Jamais seria feliz sendo Midas. O brilho do ouro nunca cegou-me os olhos ou alterou meus enraigados conceitos.
Convivo pacificamente com a sua falta e quando mordo uma maçã quero sentir o seu gosto.
Jamais salivaria por uma maçã de ouro.

Stella Tavares

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Difícil é viver sem você!

Espero que gostem!

Beijos a todos.

Música registrada.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Em 2011...

Nesta época do ano sempre fazia a minha lista de prioridades, de necessárias mudanças e urgente reciclagem. Hoje em dia continuo indo em busca de minhas prioridades, mas aprendi que transformações mágicas e urgentes não existem. Descobri que o primeiro passo em direção a qualquer propósito é o que realmente conta. Um passo após o outro é o que nos garante o forte alicerce, pés fortes, persistentes, prontos a trilhar o caminho rumo a tudo que almejamos.
A todos que por aqui passarem desejo que, independente da direção que pretendam tomar, que o primeiro passo rumo às conquistas e decisões seja firme, definido e com a certeza que não ficaremos para sempre a plantar. A abundante colheita virá no momento certo. Afinal sempre podemos contar com a luz de Deus a iluminar os nossos passos, a maturar nossos desejos.

Saúde, paz e uma linda construção é o que desejo a todos e que essa nossa profícua parceria continue.

Um feliz 2011 para todos!!!


Stella Tavares

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nossa bagagem emocional

Se a nossa bagagem emocional fosse trocada, quem a levasse por engano não conseguiria usufruir dos seus benefícios. Ela é intransferível e os seus benefícios também. Cada um colhe os frutos das suas alegrias, desapontamentos e até das tristezas. Agradeço e bendigo todas as experiências, inclusive as que não foram fáceis. Tiro-as da coluna do dissabor quando entendo que também é opcional o martírio com indagações como “Por que não agi assim ou por que não respondi de outra forma?” A gente faz o que dá conta, de acordo com a bagagem que tínhamos naquele momento. Quando nos desobrigamos do acerto a vida fica mais leve. Tão mais importante sempre foi a nossa bagagem emocional. Esta sim! Precioso passaporte que vamos carimbando com experiências, reforçando assim a nossa alvenaria.


Bjs a todos.
Stella Tavares

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O peso da bagagem é opcional

Levei anos a aprender a fazer uma mala corretamente. Sempre levava na bagagem três vezes a quantidade de roupa necessária. Desde menina, desde sempre. Lembro-me de uma viagem que fiz acompanhando meu pai a Belo Horizonte. Devia ter no máximo seis anos quando, decidida, comecei a escolher as roupas para a viagem. Lembro-me que ignorei completamente os conselhos de minha mãe quando disse que não teria tempo e nem local apropriado para usar toda aquela roupa.De todas as peças escolhidas, permanece na memória um conjunto de brim vermelho e que trazia a miniatura de um calhambeque preso um pouco abaixo do ombro esquerdo. Chegando ao destino, constatei o que saltava aos olhos: Não teria mesmo tempo para usar tantas roupas e suas possíveis combinações. Meu pai conversava animadamente com parentes e amigos quando tive a brilhante idéia de desfilar todos os modelitos para a pequena, mas seleta plateia. Vesti o meu imbatível conjunto de brim vermelho e desfielei com decisão perante os olhares supresos. Percebendo a intenção, os adultos paravam a conversa e assistiam atentamente ao desfile. Ao final da apresentação de todo o contingente da mala, aplaudiram entusiasticamente. Este fato tornou-se folclórico e até hoje é lembrado pelos membros da família. Foram-se os anos, mas o exagero da bagagem acompanhou-me fielmente. Há uns três anos aproximadamente aprendi a fazer uma mala compácta, mas capaz de enfrentar as mudanças de temperatura. Não faço mais a mala de Sarah Kubtscheck como dizia o meu pai e nunca mais carreguei peso desnecessário. Descobri que a bagagem mais importante levamos dentro de nós.
Stella Tavares