Entreguei-me ao vício aos dezoito anos, renasci aos vinte e cinco quando descobri que merecia uma segunda chance e procurei por ajuda. Foi então que descobri tantas outras pessoas que, como eu, tateavam o caminho de volta, buscavam por um renascimento. Foi uma longa jornada, cheia de sofrimento, mas também de aprendizados, desses que ficam para sempre. Voltei a estudar e me formei em engenharia civil, me casei e tenho três filhos e uma família harmônca. Não preciso mais de muletas para enfrentar nenhuma situação. Perdi por completo o medo de errar, não mais me considero infalível. Tanta coisa mudou em mim. Convivo tranquilamente com os meus pés de barro.
Murilo Gouveia - 43 anos
Depoimento por email
Hoje, Murilo é um ser humano em construção como ele mesmo se define. Aprendeu a viver um dia de cada vez. Deixou para trás o vício e a descabida pretensão de ser perfeito.
O manual do inseguro.com surgiu após escrever a peça O Manual do Inseguro. A princípio, o intuito era falar sobre o tema, mas logo me voltei para o assunto que sempre me moveu: Literatura. Fiquei um longo tempo afastada. Espero aos poucos reconquistar os leitores e amigos que aqui encontrei. Registro na Biblioteca Nacional n° 359.640 em 11/11/05
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Romance escrito em tempo real
segunda-feira, 31 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A fênix que em nós habita.
Acredito que em cada ser humano exista a essência da fenix. Já fez as contas de quantas vezes em única vida a gente renasce? Renascemos de pequenas avarias ao pó mais denso. Já contabilizou a quantos dias seguintes sobrevivemos? Alguns marcam para sempre e se transformam em rochas, pilares do nosso alicerce. Vamos nos lembrar para sempre como marcas de guerras que vencemos. Tatuagens em nossas almas que com o passar do tempo nos orgulharemos como se fossem medalhas, afinal vencemos! Vencemos a nós mesmos toda vez que conseguimos transmutar dor em luz, em força que nos conduz à etapa mais evoluída para o nosso espírito. A fechar ciclos e recomeçar, buscando em nós mesmos a Centelha da Vida que recebemos e permitir que ela nos ilumine e nos restaure novamente e para sempre, a cada dia.
Stella Tavares
Stella Tavares
terça-feira, 27 de abril de 2010
Mapeando sentimentos
Sempre tento mapear os meus sentimentos.
Raríssimas vezes não soube como traduzi-los, ainda que através de olhos,
de lábios, silêncio, águas...
Isso sem falar nesses meus olhos que nunca mentem. Se estou feliz, brilham, caso contrário
mergulham numa total opacidade.
Sem falar também nas palavras que escorrem de minhas mãos e denunciam os sentimentos mais recônditos. Transparência - armadilha desta menina que os anos insistem em não levar de mim. E ela fica e se perpetua, tatuada em minha essência.
Stella Tavares
Raríssimas vezes não soube como traduzi-los, ainda que através de olhos,
de lábios, silêncio, águas...
Isso sem falar nesses meus olhos que nunca mentem. Se estou feliz, brilham, caso contrário
mergulham numa total opacidade.
Sem falar também nas palavras que escorrem de minhas mãos e denunciam os sentimentos mais recônditos. Transparência - armadilha desta menina que os anos insistem em não levar de mim. E ela fica e se perpetua, tatuada em minha essência.
Stella Tavares
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Osvaldo França Jr- Uma doce lembrança
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Foi na década de 80 que comecei a freqüentar as rodas literárias de Belo Horizonte levada por minha irmã, Dora Tavares. A mesma irmã que me apresentou aos livros também se encarregou de apresentar-me a grandes autores. Foi na época em que ela lançou o seu primeiro livro de poesia “O Resgate da Palavra.” Morávamos juntas e enquanto ela gestava idéias e poemas para o seu segundo livro, “Pássaro em Diagonal”, freqüentávamos lançamentos de outros autores, debates, palestras. Assim, tive o doce e inesquecível prazer de conhecer Osvaldo França Jr. Lembro-me da grande emoção que senti ao ver aquele gentil homem que tinha o dom de encantar. Dono uma simplicidade comovente. Figura fácil em todos os lançamentos de livros. Não importava se o convite houvera partido de um autor renomado ou estreante. O passaporte para sua presença sempre foi um simples convite. O seu largo sorriso espargia simpatia por onde passava. Por ocasião de sua morte foi uma comoção geral, uma dor intensa que não vinha exclusivamente pela perda do grande autor A dor maior era pensar que, a partir daquela data, não mais poderíamos contar o sorriso que iluminava e preenchia qualquer ambiente. Pessoas assim deixam um tipo de saudade que nem o tempo com o seu poder anestésico consegue amenizar. Dura constatação de sua ausência e a certeza de que, pelo resto de nossos dias, todas as vezes que nos lembrarmos do “França”, como era carinhosamente chamado, a primeira imagem que nos virá à mente será a do seu sorriso de abre alas, de dia de sol, de noite fresca iluminada por uma lua gigantesca. Vai-se o autor e ficam as obras. Graças a Deus que ficam! Grandes obras desse espetacular escritor mineiro. .
Stella Tavares
Sua obra:
O Viúvo (1965)
Jorge, um brasileiro (1967)
Um Dia no Rio (1969)
O Homem de Macacão (1972)
A Volta para Marilda (1974)
Os Dois Irmãos (1976)
Aqui e em outros Lugares (1980)
À Procura dos Motivos (1982)
O Passo-Bandeira (1984)
Recordações de Amar em Cuba (1986)
No Fundo das Águas (1988)
De Ouro e Amazônia (1989)
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Sem toque de Midas
Jamais seria feliz sendo Midas. O brilho do ouro nunca me encheu os olhos.
Convivo pacificamente com a sua falta e quando toco em uma maçã quero sentir
o seu gosto.
Jamais salivaria por uma maçã de ouro.
Stella Tavares
Ps: o toque de Midas não está necessariamente no que escrevemos, mas, com certeza,
está nos olhos de quem lê. Haveria no mundo algo mais sem valia que escritos sem leitores, ainda que profundos? É do olhar atento dos leitores que advém o toque que transforma. Eis aí o verdadeiro toque de Midas!
Uma Feliz Páscoa a todos os leitores e seguidores do manual.
Convivo pacificamente com a sua falta e quando toco em uma maçã quero sentir
o seu gosto.
Jamais salivaria por uma maçã de ouro.
Stella Tavares
Ps: o toque de Midas não está necessariamente no que escrevemos, mas, com certeza,
está nos olhos de quem lê. Haveria no mundo algo mais sem valia que escritos sem leitores, ainda que profundos? É do olhar atento dos leitores que advém o toque que transforma. Eis aí o verdadeiro toque de Midas!
Uma Feliz Páscoa a todos os leitores e seguidores do manual.
terça-feira, 16 de março de 2010
Por onde andará o meu cinto de utilidades?
Todo mundo tem um calcanhar de Aquiles, algum ponto que, por mais que se esforce, sempre fica a desejar. Essas falhas, quase incorrigíveis, levam-nos a ansiar por uma ajuda externa, um cinto de utilidades sempre ao alcance de nossas mãos. Já imaginou ser como a mulher maravilha que dá a volta três vezes em redor do mundo sem ao menos despentear os cabelos ou borrar a maquiagem? Pilotar o próprio avião para onde quer que sua ajuda se faça necessária? Às vezes me atrapalho de verdade! Sempre me cobrei mais organização, fazer o dia render, como dizia minha mãe. Pontual eu sempre fui, tendo como aliada a minha mineirice que nunca me deixou perder o trem ou chegar atrasada a compromissos, mas falta-me aquela organização que norteia melhor a vida da gente. Conheço pessoas que têm dia e hora para tudo. Vivem metódica e organizadamente e com a vida a deslizar nos trilhos. Gostaria de ter um tempo mais organizado porque assim poderia desfrutar melhor do aconchego dos amigos que aprendi a gostar e admirar apesar de não conhecer pessoalmente. Amizades que foram sendo construídas ao longo do primeiro ano do manual. Tantas encantadoras visitas que ando me privando de fazer porque fiquei dando trela para minhas idéias e acabei me perdendo no implacável cotidiano. Continuo atrapalhada! Peço a todos os amigos que me visitam, seguidores que ainda não retribui a vista que, por favor, me perdoem. Até o próximo mês pretendo me organizar para melhor desfrutar desse doce, prazeroso e enriquecedor convívio.
Com todo o meu carinho.
Bjs a todos
Stella Tavares
Com todo o meu carinho.
Bjs a todos
Stella Tavares
terça-feira, 2 de março de 2010
TEMPOS MODERNOS
Algumas vezes, paro e fico pensando sobre os vários tipos de falta que sentimos. Acho que a saudade foi reinventada, recebeu uma nova roupagem. Saudade de pessoas que nunca vimos, mas que aprendemos a sentir e conhecer. Sentimento tão antigo e ao mesmo tempo tão moderno e revestido em uma nova maneira de sentir. Passei alguns dias trabalhando em um novo projeto: Um roteiro de filme. Projeto um tanto quanto ousado para quem nunca experimentou. Confesso que fiquei meio perdida e nem vi o tempo passar. Só agora me dei conta da falta que senti dos meus amigos, da rica troca que fazemos. Fiquei um bom tempo sem postar,visitar e me encantar com as postagens dos blogs que sigo, conhecer novos amigos que se aproximam. Descobri que esta troca não pode faltar. Deleito-me com as postagens dos blogs de pessoas que me são tão caras. Em espaços amigos que visito e com os quais viajo, aprendo, leio poemas, me inspiro, fico mais perto das grandes musas, divas do cinema, pesquiso receitas, me torno criança outra vez. Quanto ao projeto do roteiro... Vou trabalhá-lo com muita calma. Amo o cinema desde sempre. Na minha tímida adolescência ia sozinha ao cinema. Quando o filme era bom assistia-o tantas vezes. Achava que isso era coisa da idade e que devia deixar arder aquela paixão que um dia ela passaria, mas nunca passou. Hoje em dia levo minhas crianças ao cinema e sinto-me exatamente como sempre senti. Tem coisas que nunca passam. Graças a Deus! Outro dia encontrei no you tube cenas de filmes que me transportavam na adolescência e pude constatar, com olhos cheios, que a emoção continua a mesma. Hoje em dia me debruço no roteiro que eu mesma criei e tento passar a delicadeza de cenas que me transportaram e, de certa forma, trouxeram-me até os dias de hoje, leves amortecedores, pequeninos detalhes, mas que fizeram toda a diferença na minha forma de sentir e perceber.
Bjs a todos. Saudades!!!
Stella Tavares
Bjs a todos. Saudades!!!
Stella Tavares
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