
Se fico na ponta do pé, talvez ao alcance, algo esteja,
no giro, quem sabe, rodopiando às voltas de uma mesa,
cheia de incertezas,
mas se me sento, pernas abertas e retas
sou ponteiro d um relógio, que avisa que
a hora é esta...
as notas estão soltas no ar, deslizo, leve a rodar
perfaço um círculo, como tempo ligeiro, mas bem
devagar...
se me acomodo a um ciclo, me dou em sincronismo
e, as minhas voltas, comigo tudo a rodar....
sou existência, abraçada à vida, sou um par...
Livinha









