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Romance escrito em tempo real

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Durante décadas escrevi sem ter coragem de dizer a outras pessoas que era escritora. Achava que soaria como empáfia, falta de modéstia. Descobri que temia o peso que a palavra escritora impunha. Não faz muito tempo que parei e pensei: se tivesse o dom da venda, não hesitaria em dizer que era uma vendedora, se tivesse habilidade com cabelos, sei que também não me incomodaria em dizer que era uma cabeleireira então porque esse receio? Em geral somos o que escolhemos fazer por identificação, habilidade. Não há falta de modéstia em reconhecer o que fazemos com mais facilidade. Sou desajeitada para tantas outras coisas: trabalhos manuais, números, jamais seria uma arquiteta, enfermeira, médica e tantas outras profissões. Escrever é um eterno aprendizado e ao contrário do que dizem os camelôs nas ruas das grandes cidades ao venderem instrumentos para cortar legumes e frutas: “não requer experiência tampouco habilidade”! Quando escrevemos necessitamos sim de habilidade e a experiência é uma grande aliada.. Experiência que se adquire escrevendo.Todos os dons são nobres e importantes. Merecem o nosso respeito e nossa alegria por havê-los recebido indo sempre de encontro ao aprimoramento

Stella Tavares

3 comentários:

Úrsula Avner disse...

Minha cara escritora, os talentos nos foram dados para serem desenvolvidos e propagados. Bjs com meu carinho.

São disse...

é sempre complicado assumir algo...

Viva o 1º de Maio!!

Bom fim de semana prolongado.

as velas ardem ate ao fim disse...

Feliz 1º de Maio!

E viva a liberdade!

bjo