O manual do inseguro.com surgiu após escrever a peça O Manual do Inseguro. A princípio, o intuito era falar sobre o tema, mas logo me voltei para o assunto que sempre me moveu: Literatura. Fiquei um longo tempo afastada. Espero aos poucos reconquistar os leitores e amigos que aqui encontrei. Registro na Biblioteca Nacional n° 359.640 em 11/11/05
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Romance escrito em tempo real
domingo, 26 de dezembro de 2010
Em 2011...
A todos que por aqui passarem desejo que, independente da direção que pretendam tomar, que o primeiro passo rumo às conquistas e decisões seja firme, definido e com a certeza que não ficaremos para sempre a plantar. A abundante colheita virá no momento certo. Afinal sempre podemos contar com a luz de Deus a iluminar os nossos passos, a maturar nossos desejos.
Saúde, paz e uma linda construção é o que desejo a todos e que essa nossa profícua parceria continue.
Um feliz 2011 para todos!!!
Stella Tavares
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Nossa bagagem emocional
Se a nossa bagagem emocional fosse trocada, quem a levasse por engano não conseguiria usufruir dos seus benefícios. Ela é intransferível e os seus benefícios também. Cada um colhe os frutos das suas alegrias, desapontamentos e até das tristezas. Agradeço e bendigo todas as experiências, inclusive as que não foram fáceis. Tiro-as da coluna do dissabor quando entendo que também é opcional o martírio com indagações como “Por que não agi assim ou por que não respondi de outra forma?” A gente faz o que dá conta, de acordo com a bagagem que tínhamos naquele momento. Quando nos desobrigamos do acerto a vida fica mais leve. Tão mais importante sempre foi a nossa bagagem emocional. Esta sim! Precioso passaporte que vamos carimbando com experiências, reforçando assim a nossa alvenaria.
Bjs a todos.
Stella Tavares
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
O peso da bagagem é opcional
Stella Tavares
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Direitos autorais - Devem ser respeitados!
(Beatrice Brureal)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Processo por direitos autorais
Tomando os devidos cuidados, volto a postar no manual e é com grande alegria que o faço. A dor nos punhos e braços melhoraram consideravelmente e os cistos estão sendo monitorados. De tudo que vivi ficou a certeza de que precisamos nos mantermos firmes. A vida não pára e precisamos estar sempre atentos. Em 2006 fui entrevistada em minha casa para falar sobre os episódios de humor que escrevo desde a adolescência por hobby e por tanto gostar dos personagens. Trata-se de um programa de humor que existe desde os anos 70 e que foi reeditado e permanece até os nossos dias. Enviei alguns episódios à emissora por ocasião da entrevista, os últimos que havia escrito. Algum tempo depois assistia ao referido programa juntamente com minha família quando, estupefatos, nos deparamos com uma história semelhante à minha e até o título era o mesmo. Decepcionados, meus filhos disseram em uníssono: _ Mamãe, é a nossa história?! Assistimos em silêncio o episódio e logo após o fim do programa, recebi vários telefonemas de irmãos, familiariares, amigos que conheciam a história e estavam felizes com o feito, um episódio escrito por mim em horário nobre, mas logo tomaram consciência do que realmente havia acontecido e se mostraram solidários. Decidida, juntei tudo que tinha, o texto e suas evidências, testemunhas e levei até o advogado. O processo continua em andamento.
Desde então procuro manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo. Também mantenho a confiança de que a justiça será feita. Ficamos um longo tempo sem juiz, o que atrasou demasiadamente o processo. Espero que a partir de agora, caminhemos para um desfecho.
Bjs a todos.
Stella Tavares
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Um simples Até Logo - A todos os amigos
Aos queridos amigos que por aqui passam, um grande beijo.
Saudade enorme.
Com carinho.
Stella Tavares
terça-feira, 27 de julho de 2010
Nomes e Pessoas
Conheci também pessoas cujos nomes foram assoprados, vieram junto com o sopro de vida, acredito. Como o nome de minha irmã, Maria Auxiliadora, nome certo, totalmente em harmonia com sua personalidade, seu espírito sempre aceso, pronto para o auxílio, o primeiro socorro.
E passaram-se os anos, mudaram os costumes, as pessoas, atitudes, mas em Maria Auxiliadora nada muda porque essência não é passível de mudanças. Tanto faz se a chamamos de Dora, Dorinha, Dôra , Maria, o que importa é a sua essência, que se lhe fosse tirada seria como tirar o sentido do seu viver. Para isso nasceu Maria Auxiliadora, Dora, Dorinha, Dôra , não importa o nome que a chamamos, porque o que sempre fica é a essência que exala de suas mãos.
Stella Tavares
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Em cena aberta
Já li todos os livros de Harry Potter e aguardo o filme do livro mais recente com grande entusiasmo.Tenho um filho de nove anos e outro de treze, com os quais compartilho, prazerosamente, filmes e leituras. Sempre voltamos conversando sobre o filme, comparando-o com o livro, na mesma sintonia.
Na minha infância ia ao cinema com frequência e nunca deixei de me encantar com a conexão estabelecida. Lembro-me que aplausos aconteciam, espontâneos, fazendo com que os próximos diálogos não fossem ouvidos. Alguns adultos se aborreciam e preferiam a segunda sessão para se livrar dos arroubos juvenis e eu me perguntava
se chegaria o dia em que ficaria impassível frente a um livro ou filme, mas esse dia nunca chegou. Minha alma fica em estado de graça enquanto assisto Avatar, Up, tantos filmes e livros com o poder de transportar e sinto que assim será para sempre, a cada página, a cada filme, a cada peça teatral e agradeço a Deus que assim seja.
Stella Tavares
sábado, 3 de julho de 2010
O outro lado da moeda
_Toc toc.
_ Não vou abrir! Digo a mim mesma, mas as ideias insistem.
Sem escapatória, permito a história se apresente, os personagens se mostrem, seduzam os meus sentidos. E eis que tudo recomeça.
Stella Tavares
sábado, 19 de junho de 2010
Sem Imposições
Tão mais fácil é viver com o que se acredita, com o que se sabe, dentro de uma história escrita de próprio punho. O que se espera de nós normalmente fere a nossa essência, desvirtua e faz entristecer os nossos olhos.
Stella Tavares
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Uma importante decisão
Stella Tavares
terça-feira, 15 de junho de 2010
Em tempo
Cansado da inutilidade de ser mar
O dia se fez noite
e permeou o meu corpo inerte,
conquanto no peito,
a ferida viva fecunda o verso
e a mão delineia um poema
na morna textura do papel.
Conspiram o Cósmico e o Divino
O meu desejo de menino,
Que sonha ser feliz.
Antes que a noite se faça dia,
em que eu perverso, saudade e verso
feito homem
em tempo de perder-se a poesia.
Poema de minha irmã Fátima Tavares Bahia que foi publicado em sua página no Recanto das Letras. Deixo aqui uma bela dica de leitura. Que todos tenham um belo dia e tenhamos todos uma bela partida de futebol e uma linda vitória do Brasil!
Bjs a todos
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Secretamente
Stella Tavares
Remexendo em papéis , deparei-me com essas divagações. Ando meio nostálgica e acho que a culpa é da falta do meu computador. Tão logo ele esteja de volta, pretendo colocar todas as visitas em dia e rever todos os amigos. Espero que apreciem relatos antigos, quase secretos.
Bjs a todos.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
O caminho de volta
Murilo Gouveia - 43 anos
Depoimento por email
Hoje, Murilo é um ser humano em construção como ele mesmo se define. Aprendeu a viver um dia de cada vez. Deixou para trás o vício e a descabida pretensão de ser perfeito.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
A fênix que em nós habita.
Stella Tavares
terça-feira, 27 de abril de 2010
Mapeando sentimentos
Raríssimas vezes não soube como traduzi-los, ainda que através de olhos,
de lábios, silêncio, águas...
Isso sem falar nesses meus olhos que nunca mentem. Se estou feliz, brilham, caso contrário
mergulham numa total opacidade.
Sem falar também nas palavras que escorrem de minhas mãos e denunciam os sentimentos mais recônditos. Transparência - armadilha desta menina que os anos insistem em não levar de mim. E ela fica e se perpetua, tatuada em minha essência.
Stella Tavares
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Osvaldo França Jr- Uma doce lembrança
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Foi na década de 80 que comecei a freqüentar as rodas literárias de Belo Horizonte levada por minha irmã, Dora Tavares. A mesma irmã que me apresentou aos livros também se encarregou de apresentar-me a grandes autores. Foi na época em que ela lançou o seu primeiro livro de poesia “O Resgate da Palavra.” Morávamos juntas e enquanto ela gestava idéias e poemas para o seu segundo livro, “Pássaro em Diagonal”, freqüentávamos lançamentos de outros autores, debates, palestras. Assim, tive o doce e inesquecível prazer de conhecer Osvaldo França Jr. Lembro-me da grande emoção que senti ao ver aquele gentil homem que tinha o dom de encantar. Dono uma simplicidade comovente. Figura fácil em todos os lançamentos de livros. Não importava se o convite houvera partido de um autor renomado ou estreante. O passaporte para sua presença sempre foi um simples convite. O seu largo sorriso espargia simpatia por onde passava. Por ocasião de sua morte foi uma comoção geral, uma dor intensa que não vinha exclusivamente pela perda do grande autor A dor maior era pensar que, a partir daquela data, não mais poderíamos contar o sorriso que iluminava e preenchia qualquer ambiente. Pessoas assim deixam um tipo de saudade que nem o tempo com o seu poder anestésico consegue amenizar. Dura constatação de sua ausência e a certeza de que, pelo resto de nossos dias, todas as vezes que nos lembrarmos do “França”, como era carinhosamente chamado, a primeira imagem que nos virá à mente será a do seu sorriso de abre alas, de dia de sol, de noite fresca iluminada por uma lua gigantesca. Vai-se o autor e ficam as obras. Graças a Deus que ficam! Grandes obras desse espetacular escritor mineiro. .
Stella Tavares
Sua obra:
O Viúvo (1965)
Jorge, um brasileiro (1967)
Um Dia no Rio (1969)
O Homem de Macacão (1972)
A Volta para Marilda (1974)
Os Dois Irmãos (1976)
Aqui e em outros Lugares (1980)
À Procura dos Motivos (1982)
O Passo-Bandeira (1984)
Recordações de Amar em Cuba (1986)
No Fundo das Águas (1988)
De Ouro e Amazônia (1989)
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Sem toque de Midas
Convivo pacificamente com a sua falta e quando toco em uma maçã quero sentir
o seu gosto.
Jamais salivaria por uma maçã de ouro.
Stella Tavares
Ps: o toque de Midas não está necessariamente no que escrevemos, mas, com certeza,
está nos olhos de quem lê. Haveria no mundo algo mais sem valia que escritos sem leitores, ainda que profundos? É do olhar atento dos leitores que advém o toque que transforma. Eis aí o verdadeiro toque de Midas!
Uma Feliz Páscoa a todos os leitores e seguidores do manual.
terça-feira, 16 de março de 2010
Por onde andará o meu cinto de utilidades?
Com todo o meu carinho.
Bjs a todos
Stella Tavares
terça-feira, 2 de março de 2010
TEMPOS MODERNOS
Bjs a todos. Saudades!!!
Stella Tavares
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Valioso arquivo
Stella Tavares
domingo, 31 de janeiro de 2010
Uma canção inesquecível
Ligeirinhos, ligeirinhos,
Troc... troc... troc... troc...
vão cantando os tamanquinhos...
Algumas vezes, em meio à correria do dia a dia, sou surpreendida pela sonoridade desses versos. Eles faziam parte do primeiro livro de poesia que usamos na escola. O que eu não sabia naquele tempo é que versos, uma vez decorados, serão irremediavelmente lembrados e que aquele primeiro raio de poesia iluminaria para sempre os nossos caminhos.
Livres tamanquinhos que cantarolavam na chuva e que na madrugada faziam troc... troc... pelas portas dos vizinhos. Expressavam uma liberdade que pouco conhecíamos e que mais tarde nos encantaríamos novamente pela forma como foi descrita pela própria Cecília Meirelles :
"Liberdade – essa palavra
que o sonho humano alimenta:
que não há ninguém que explique,
e ninguém que não entenda".
(cecília Meireles)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Doces Lembranças
Todas as noites ia até a nossa casa com uma latinha de leite ninho, sem rótulo, pedir sobras do jantar, mas antes de entregar a sua lata reluzente, começava a cantar canções que não sei de onde vinham. Seus dedos longos batiam e escorregavam delicadamente e o som extraído da lata virada com a tampa para baixo acompanhava sua voz macia e que mais se assemelhava a uma menina- moça perdida em meio a sua inocente faceirice. Tão logo terminava a apresentação, o seu instrumento musical era entregue para que novamente voltasse à sua função original e fosse levada até a cozinha e preenchida com tudo que ainda nas panelas havia.
Agradecido pela comida e pela platéia fiel de todas as noites, ia-se embora com os seus dedos longos segurando a lata que continha o seu jantar ou couvert artístico como talvez o enxergasse e enquanto subia a rua cantarolava e ia criando novas canções.
Stella Tavares